Sofisma

Ouço coisas que ficaram tanto tempo por dizer, tomando forma na sua voz embargada. 

Meias-verdades morando em um rosto insólito e cheio de culpa, cada vez que ficamos frente a frente pra falar de coisa séria.

Reúno as dores que há tanto tempo passeiam pelo corpo, estancadas em uma compressa quente. A pele sofre com cada toque seu. O que mais você poderia esperar?

Procuro uma maneira de ler o mundo pelos seus olhos, mas é como forçar o reencontro do ilógico com o razoável. Isso eu nunca vi funcionar em toda a minha vida. É frustrante não conseguir.

Aperto a areia e ela cumpre seu papel de escapar por entre os meus dedos numa velocidade estonteante. 

Sabe Deus onde isso tudo vai parar. 















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