Ciúmes do mundo

Por que eu tenho que dividir o mundo? 

Ele estava girando e girava pra mim. Não era para você, era pra mim. 

Aí ele foi sumindo, me deixando bem longe de tudo. 

E aí? Corri atrás, dei dez passos por segundo, mas tudo o que consegui foi um monte de vento denso e gelado no meu rosto. Até saiu ferida.

O que eu fiz, afinal? Será que eu fodi tudo mais uma vez? Será que deixei de cuidar ou vacilei por algum instante? 

Parece que até a resposta fugiu de mim. Na minha frente, só vejo bolas de feno e uma poeira desgraçada que se forma no chão. 

Vou procurar essa resposta, nem que seja na base da loucura. Quem sabe eu não volte para o jantar, já vou logo avisando porque não quero que ninguém me espere. Não quero que ninguém se perca no mundo, assim como aconteceu comigo. 

O que será de mim? 

O que será de nós? 'Nós' quem, porra? 

Será que eu serei o que os outros também são pra você? 

Será que eu tenho alguém?

Será que eu tenho você?

Comentários

  1. Achei lindo, lindo mesmo. E triste.
    Uma seguidora minha indicou seu blog e vim dar uma olhada.
    O engraçado é que eu já tinha lido uns dois ou tres textos seus, mas aí larguei o meu blog e acabei me esquecendo de todos os links que eu tinha.
    Adoro o seu jeito de escolher as palavras, adoro as frases tipo 'quem sabe eu não volte para o jantar'. Parece musica.
    Parabens, voltarei regularmente :)

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  2. A Elisa (do SE TUDO FOSSE BOM) sempre fez uma propaganda enorme do seu blog! realmente, muuuito bom! ;)
    beijos

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  3. Você é tão poético, adoro isso, rs. E essa menina deve ser feliz por ter uma pessoa como você, sério mesmo. ;D

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  4. cada dia que venho aqui, seus textos tão mais lindos, fah! adorei :*
    me segue aí :)
    to te seguindo.
    bjos

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